Um núcleo dedicado ao estudo e desenvolvimento de pesquisa sobre a cadeia produtiva de edificações penais, focando a qualidade, racionalização e sustentabilidade de processos e produtos. Este núcleo integra linhas e trabalhos de pesquisa, ensino e extensão, que são pertinentes ao projeto proposto e existentes na Faculdade de arquitetura e urbanismo - FAU/UnB, no Centro de desenvolvimento sustentável – CDS/UnB, na Faculdade UnB do Gama, Faculdade de Tecnologia –  FT/UnB, entre outros.

Este projeto possui abrangência nacional, tendo como beneficiários: a Universidade de Brasília, entre outras universidades; a cadeia produtiva de edificações penais; a cadeia produtiva da indústria da construção; os usuários de edificações penais; os pesquisadores e profissionais nas áreas pertinentes ao projeto; os alunos de pós-graduação e graduação da UnB; entre outros.

O resgate de uma arquitetura ajustada aos objetivos da pena não se restringe às questões recorrentes de segurança e custo de construção, mas atinge necessariamente a correta aplicação da pena e o respeito à condição humana na prisão. Os estudos realizados no Nuesp indicam ser possível conciliar estes aspectos em um projeto arquitetônico. Para tanto, as pesquisas em andamento propõem a consideração das demandas dos usuários da edificação e dos custos de operação na elaboração dos projetos de estabelecimentos penais, entre outras providencias. Estes novos projetos podem melhorar substancialmente a condição das pessoas inseridas na prisão, mantendo a segurança e sem um acréscimo excessivo no valor da obra. Este incremento no custo de construção pode ser compensado por uma redução nos custos operacionais, principalmente com pessoal, mas também envolvendo o consumo de serviços de abastecimento e destinação de resíduos (água, luz etc).

A proposta em torno do projeto arquitetônico é um exemplo do que é vislumbrado pelo Nuesp para a consolidação da arquitetura penal no país que ainda abarca outros itens, tais como:

a) O reconhecimento da arquitetura como agente para uma melhoria do sistema penal;

b) A interdisciplinaridade da arquitetura com as ciências penalógicas, os gestores públicos e os representantes do sistema penal;

c) O fomento da inovação na cadeia produtiva da edificação penal (criação do Sistema Nacional de Inovação e do Sistema Nacional de Aprendizado no campo da arquitetura penal);

d) A concepção de normas de desempenho para a edificação penal;

e) O desenvolvimento de tecnologias de projeto para os diferentes tipos de estabelecimentos penais;

f) A elaboração de padrões e sistemas arquitetônicos para a produção projetual;

g) A abrangência da sustentabilidade (água, energia, resíduo e bem estar);

h) O aproveitamento de presos no processo produtivo da edificação penal, gerando postos de trabalho e promovendo a profissionalização;

i) O desenvolvimento de soluções construtivas e espaciais em termos da segurança, da operação e da humanização do mesmo;

j) A realização de cursos de aperfeiçoamento de projetistas do setor prisional;

k) O treinamento de gestores para a operação de unidades prisionais do ponto de vista da edificação (criação de guias de gestão de edificações penais).